O Menino do Pijama Listrado - John Boyne

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  • Autor: John Boyne
  • Total de Páginas: 186
  • Editora: Cia. Das Letras
  • Avaliação:
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os Judeus. Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga.

Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai.

"O Menino do Pijama Listrado" é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.
O comovente livro “O Menino do Pijama Listrado“, de John Boyne traduz de forma original os horrores da Segunda Guerra Mundial no interior da própria Alemanha. É através do olhar inocente de uma criança que nada sabe sobre confrontos bélicos e ideologias nazistas que esta história é revelada.
Um olhar “inocente” sobre os campos de concentração.
Bruno é um garoto de apenas nove anos que ignora sua realidade; tudo que ele sabe sobre sua repentina partida de Berlim, cidade na qual levava uma vida aconchegante, e sua nova existência próxima a uma cerca que o separa de um universo distinto, é que esta mudança está ligada ao trabalho de seu pai.

Na verdade, o progenitor de Bruno é um oficial alemão nazista de alta hierarquia, subordinado imediatamente a Hitler; sob novas ordens, ele se transfere, junto com os familiares, para uma casa localizada nas vizinhanças do campo de concentração de Auschwitz.

Como quase todas as crianças, o menino logo se acostuma com as novidades e, mesmo não compreendendo porque as pessoas do outro lado do muro vestem sempre um estranho pijama listrado, em pouco tempo trava uma pungente e sincera amizade com outro garoto, o qual habita a margem oposta da cerca e também traja este inusitado uniforme. Estes laços estabelecidos entre ambos transformam definitivamente suas existências.

O desenrolar da tragédia protagonizada pelos nazistas na Alemanha ganha uma carga dramática ainda mais intensa ao ser narrada do ângulo de uma criança de nove anos, porém este olhar puro sempre busca uma justificativa para os atos bárbaros que ocorrem no campo, o que, infelizmente, atenua a crueldade dos seguidores de Hitler e suas consequências.

O leitor não deve, portanto, imaginar que o enredo está centrado essencialmente no extermínio dos judeus e outros grupos minoritários, pois o autor prefere focar sua atenção particularmente na trajetória de Bruno e de sua família, mantendo o Holocausto como pano de fundo. Alguns personagens são apresentados vagamente, como se fossem apenas figurantes em volta do protagonista da trama.

Bruno está completamente sozinho quando conhece Shmuel, uma criança judia que tem a mesma idade, mais ainda, nasceu exatamente no mesmo dia que o novo amigo. Embora os meninos habitem mundos totalmente diferentes, a amizade entre eles se desenvolve espontaneamente, e certamente é o elemento mais importante da obra do irlandês Boyle.

A pureza e a ingenuidade nas atitudes de Bruno enfatizam ainda mais o horror do nazismo, que acabou de uma maneira ou de outra com a vida de muitas pessoas. O tema já foi explorado muitas vezes e o que toca dessa vez e com surpresa, é a visão ingenua de uma criança em um mundo cruel dos adultos.

A amizade de Bruno e Shmuel mostrou o mundo onde os preconceitos de diversidades, sejam eles de qualquer categoria, credo, classe social ou côr, esmagam a esperança e a vontade de se viver em paz. O desfecho chocante é de partir o coração, mas mostra a verdade dos fatos da época.

Apesar dos deslizes do escritor, a leitura vale a pena; chegou mesmo a inspirar uma versão cinematográfica, dirigida por Mark Herman: Um filme bonito, emocionante, que faz refletir mais uma vez sobre a insensatez que as ações de um regime pode causar, não só no país, mas na família.

O filme me emocionou, mas foi uma emoção diferente, uma emoção que nasce do eterno desejo humano de contrariar o destino, mesmo quando ele teimosamente recusa-se a mudar.

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Um curiosidade: Um dado histórico muito interessante adotado na versão em filme é a utilização de trechos de um antigo vídeo de propaganda nazista, rodado em 1941, que mostrava os campos de concentração como beneméritas cidades construídas por Hitler para presentear os judeus, onde eles viviam felizes na sua segregação!! Era esse tipo de filme que passava nos cinemas alemães, numa forma de convencer a classe média do país de que a “higienização” proposta pelo III Reich era benéfica para todos! Não que todos os alemães fossem inocentes das atrocidades cometidas por Hitler, mas muitos, por medo, omissão, preconceito ou por falta de vontade de pensar por conta própria, engoliam a propaganda oficial. Sabiam a verdade de forma incosciente, mas preferiam não vê-la.

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5 comentários:

Aris disse...

Olá :-)
Vim anunciar mais um sorteio no meu blog: Mistério das Letras.
Vai dar uma espiadinha e participa.
Bj, Aris.
http://arismeire.blogspot.com/2011/09/segundo-sorteio-do-misterio-da-letras.html

Fábrica dos Convites disse...

Não li o livro, mas chorei ao assistir o filem. Bjs, Rose.

vick disse...

Assisti o filme, e chorei muito ao ver a tamanha crueldade de homens, sem, duvida nenhuma este foi o filme mais chocante que já assisti pois me dei conta do mundo em que vivemos... Bjos coleguinhas

Anônimo disse...

não gostei pqquero a resenha do filme e não do livro seus burros

Anônimo disse...

cu

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