Resistência - Agnès Humbert

http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/629271/mn/129833120016/Dica-de-livro-RESISTENCIA-A-historia-de-uma-mulher-que-desafiou-Hitler-AGNES-HUMBERT.jpg
  • Editora: Nova Fronteira
  • Autor: Agnès Humbert
  • Número de Páginas: 305
  • Nota:
Resistência: A história de uma mulher que desafiou Hitler

Mistura de diário e memória, Resistência foi publicado pela primeira vez em 1946 e é um relato surpreendentemente bem-humorado e irônico de Agnès Humbert. Após a invasão dos alemães em Paris, Agnès, historiadora da arte, resolve fundar junto com seus colegas do museu o primeiro movimento de resistência na capital francesa. Agnès e seus amigos faziam o que podiam: convocar pequenas greves estratégicas, retirar as moedas de circulação, distribuir um pequeno jornal que informava todas as ações do movimento e suas conseqüências. Até que os alemães a prenderam e a levaram para um campo de concentração. Lá os horrores da guerra a atingiram em cheio. Agnès decidiu resistir mais uma vez. E conseguiu. Resistência é o testemunho vivo de uma época e suas questões, o depoimento pessoal de uma mulher forte que sempre soube que estava do lado da vida e da liberdade.
Todo mundo tem um interesse em alguma coisa específica. Seja na área médica, política, religiosa, biológica e outras que variam demasiadamente. Seja o que for, todo mundo tem alguma preferência de estudo. Sempre fui apaixonada por história, principalmente pela Segunda Guerra Mundial. O motivo? Sinceramente, não sei. Talvez porque minha descendência paterna seja alemã, ou quando finalmente consegui pronunciar o meu sobrenome e a sonoridade despertou a minha curiosidade, ou no dia em que a minha professora do ensino fundamental escreveu na lousa: “Adolf Hitler” e perguntou se alguém sabia quem ele era.

Pelo amor de Deus! Não estou insinuando que eu tenha alguma suástica tatuada em alguma parte do meu corpo ou que eu pertença há algum grupo secreto Nazista. Longe de mim. Mas qualquer assunto que aborde o tema da Segunda Guerra sempre me fascinou. Tenho vários livros a respeito, dos mais diversos autores e pontos de vista; Estou sempre em busca de novas informações e detalhes históricos dessa época.

Li o livro de Agnès Humbert o ano passado por meio de uma compra de Queima de Estoque do Submarino - ;) - e fiquei completamente aprisionada na leitura logo nas primeiras páginas. As descrições dos fatos e das humilhantes situações em que milhares de mulheres foram forçadas a se colocarem é revoltante, e eu compartilhei a dor delas pelos olhos de Agnès: suas lágrimas, sua fome e suas necessidades em um mundo que – infelizmente – existiu.

Não sei exatamente quantas vezes tentei fazer uma resenha a respeito desse livro, mas nenhuma me pareceu boa o suficiente para que fizesse vocês compreenderem o quanto achei Resistência uma história excepcional. Ele é um dos meus favoritos e sempre está num lugar onde minha mão possa alcançá-lo em qualquer momento. A capa é linda e se encaixa perfeitamente com o contexto da história, a Editora Nova Fronteira fez um belíssimo trabalho e está de parabéns. O texto à partir daqui é a sinopse que vocês encontram no próprio livro e que também pode ser visto como uma magnífica resenha.
Quem fala da guerra
Sem saber do que se trata
Asseguro sinceramente
Que é algo lamentável...
- Pág.165

No verão de 1940, quando a ocupação nazista na França se tornou irremediável, a vida da historiadora de arte Agnès Humbert tomou um rumo surpreendente. Inconformada com a dominação nazista, movida por uma coragem ímpar e com o apoio de seus colegas do Museu do Homem em Paris, Agnès fundou um dos primeiros grupos da Resistência francesa. Durante quase um ano, ela e seus companheiros redigiram, imprimiram e distribuíram o jornal Résistance, além de panfletos e outros textos contra o governo de Vichy.

A rede de rebeldes do Museu do Homem, improvável porém eficiente, conquistaria um lugar de trágico destaque na história da Segunda Guerra Mundial. Em 1941, muitos dos seus membros, incluindo o carismático líder Boris Vildé e a própria Agnès, foram traídos por um espião e entregues à Gestapo. Presos, sete dos homens foram condenados à morte e executados por um pelotão de fuzilamento. As mulheres foram deportadas para a Alemanha como trabalhadoras escravas.
"As mulheres sempre perdem a guerra. Não a querem mas a perdem. O livro de Agnès(...) consegue não ser um livro de perdas." - Prefácio de Marina Colasanti.

Em Resistência, esses eventos são descritos com um imediatismo pulsante, que percorre cada página do diário secreto de Agnès, publicado inicialmente na França em 1946 e depois esquecido. Até a sua captura, nos primeiros meses de 1941, Agnès registrou os fatos dia após dia, e suas anotações nos permitem acompanhar cada passo dos primórdios da Resistência. Feita prisioneira, ela não tinha mais como escrever em seu diário. Contudo, ao ser libertada em 1945, dedicou-se a repassar os fatos em sua memória para registrálos ainda no calor dos acontecimentos.

Com humor, inteligência e ironia, Agnès constrói uma narrativa única, um ponto de vista original sobre esse período obscuro e dramático do século XX. A delicadeza de suas observações cativa o leitor. Apesar de fisicamente debilitada e espiritualmente exausta, ela ainda é capaz de se preocupar com a saúde da mãe e a situação dos filhos. Quando seu filho Pierre a visita na prisão de Fresnes, Agnès se ressente da degradação daquele momento e lamenta consigo mesma por não poder evitar que ele tome parte naquele teatro do absurdo.
Onde foram parar minhas nobres decisões? Mas como resistir? Sei muito bem que os soldados de todos os países, sejam eles russos, franceses ou iugoslavos, trabalham direta ou indiretamente para a matança. Os operários na França trabalham em prol de quem, de quê? Somos milhões, dezenas, vintenas de milhões de escravos...
Recusando-se, inclusive nos dias mais duros, a ceder e a abandonar sua compaixão, Agnès revela aos poucos, com habilidade e um toque de sarcasmo, a profundidade de seu ultraje e de suas convicções. Escrito com o vigor dos eventos recém-vividos, Resistência é o testemunho do espírito indomável de uma mulher, e um tributo eloqüente ao sacrifício e à coragem dos seus camaradas que não sobreviveram.

Capa Original
http://shelflove.files.wordpress.com/2010/12/resistance.jpg

5 comentários:

Bruna Britti disse...

Nossa, bom, eu costumo passar longe de livros de Segunda Guerra por justamente saber o quanto possivelmente eu vá chorar/me revoltar. Mas também acho interessante o assunto, talvez se eu fosse obrigada pela faculdade eu iria ler, kkk. Mas por enquanto, quero algo mais alegre. Mas está anotado p/ no futuro eu pegar ele. *.* Ótima resenha! Beijos. :*

Nanda disse...

Hummm, eu já não gosto muito dessa temática. =P
Meu "lance" com a História sempre foram as revoluções (idustrial, francesa, farropilha)...heheh Sempre gostei! =)

Mas parece ser um bom livro.
Bjus *-*

Lu - Leituras & Devaneios disse...

NÃO FAZ O MEU ESTILO, GOSTO DE HISTÓRIAS LEVES, KKK.
RESUMINDO: GOSTO É DE UM ROMANCE BEM HOT E FELIZ, HAUAHUA.

BEIJOS QUERIDA!!

★★ GIZA ★★ disse...

OLÁ
ADOREI SEU BLOG E ESTOU SGUINDO.
ME SEGUE?
WWW.AMORIMORTALL.BLOGSPOT.COM
BEIJOS

Anônimo disse...

Li olivro. Achei excelente.Retrata esta horrível realidade que não devemos ignorar. Deve sempre ser lembrada,contada e repassada. Todos devem conhecer esta pagina de nossa história.

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